‘Queriam me destruir em 80 e quando me prenderam greve ficou mais forte’, lembra Lula

 

Dirigentes da CUT e do Macrossetor da Indústria acompanharam fala de Lula no ato solene

 

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu, na noite desta quarta-feira (28), à perseguição midiática e jurídica a que vem sendo submetido nos últimos anos. Em discurso durante o evento que marcou os 25 anos da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Lula fez um paralelo entre os ataques que sofre hoje e os que sofria quando era sindicalista. 

O ato aconteceu na sede da CNM/CUT, em São Bernardo do Campo e integrou a programação da Plenária Nacional da entidade, iniciada pela manhã e que segue até esta quinta (29).

"Não faz pouco tempo que essa gente pensa em me destruir. Acharam que iam conseguir quando me prenderam em 80, me afastaram do sindicato, achando que a greve ia acabar. E o que aconteceu? A greve cresceu, ficou muito mais forte e durou 41 dias", relembrou o ex-presidente.

"Saiu uma pesquisa da Folha. Não da CUT, foi da Folha. E fico imaginando como os diretores da Globo, os editores de política, reagiram", disse, citando a projeção Datafolha divulgada na segunda (26) – em que Lula aparece como vencedor em todas as simulações de primeiro turno.

"A pesquisa mostra que é preciso somar todos eles pra chegar perto do Lula e do PT. O PT sozinho tem preferência eleitoral maior que todos os partidos juntos. Isso deve dar insônia neles", avaliou. Para Lula, o resultado é fruto da consciência da população. "O povo não é burro, tem consciência. Eles sabem o que aconteceu nesse país de 2003 a 2014".

Ele reafirmou que somente com a eleição direta para presidente é possível tirar o Brasil da crise que se instalou com o golpe contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff. “"Só tem uma saída: o povo voltar a eleger um presidente da República. Só assim é possível restabelecer a credibilidade nas instituições”, afirmou.

Mas Lula também lembrou do papel do movimento sindical nesse processo: “O momento exige sindicalistas com um pouco mais de competência e um pouco mais de coragem que tivemos nos anos 80, que tenham uma representação à altura dos trabalhadores para resistir aos ataques e envolver a base na resistência”.

Indústria
Durante a fala, Lula elogiou a iniciativa da CNM/CUT em propor a criação do Instituto da Indústria para a formulação de propostas para o ramo. Também defendeu o fortalecimento do mercado interno como alternativa para o país sair da crise e voltar a gerar empregos. Segundo ele, a operação Lava Jato tem colaborado para destruir a indústria nacional. "A construção civil mandou embora 600 mil trabalhadores. O BNDES é nossa principal ferramenta para alavancar qualquer setor industrial e hoje isso está sendo criminalizado", ponderou.

"Vocês lembram que em 2009 falei da marolinha? O Brasil foi o último a entrar na crise e o primeiro a sair porque tínhamos o BNDES. Até liguei pro Obama e perguntei por que ele não tinha um BNDES?", recordou.

Macrossetor e homenagens
Conduzido pelo presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, o ato comemorativo do 25º aniversário contou com a presença dos presidentes das demais confederações que integram o Macrossetor da Indústria da CUT (MSI) – Cida Trajano (têxteis/vestuário), Lu Varjão (químicos), Cláudio Gomes (construção/mobiliário) e Siderlei Oliveira (alimentação) – e com o secretário geral da CUT, Sérgio Nobre.

Foram homenageados ainda os ex-presidentes da Confederação e exibido um vídeo que homenageou os dirigentes já falecidos: Carlúcio Castanha, Wilson Fernandes (Bolinha), José Domingos Cardoso (Ferreirinha), Gilmar Neumann, Carlos Manoel e José Maurício Baptista (Boquinha, que era assessor da CNM/CUT).

(Fonte: Assessorias de imprensa de Lula e da CNM/CUT)
 

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