Tereza de Benguela, uma rainha que desafiou a escravidão

São Paulo (SP), 

No interior do Brasil do século XVIII, surge um símbolo da luta das mulheres negras: Tereza de Benguela, a “Rainha Tereza”.

Líder do Quilombo do Quariterê, Tereza desafiou a Coroa e o sistema escravocrata português por mais de 20 anos, comandando a maior comunidade de libertação de negros e indígenas da capitania de Mato Grosso.

No Vale do Guaporé, Rainha Tereza coordenava a estrutura administrativa, econômica e política da comunidade, garantindo a segurança e a sobrevivência de mais de 100 pessoas, entre negros e indígenas.

Com a ofensiva final da Coroa para acabar com o Quilombo, relatos dizem que Tereza foi assassinada pelo Exército e outros apontam que ela preferiu se suicidar do que se submeter ao domínio dos brancos.

Em 2014, o 25 de julho foi instituído no Brasil como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. No projeto de criação deste dia, Tereza é afirmada como um exemplo que “serve de espelho para as mulheres negras que continuam a lutar contra um contexto adverso e discriminatório”.

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