Metalúrgicos debatem acordo nacional em Encontro da Rede de trabalhadores da Gerdau

Presidente do Sindmetal-PE, Henrique Gomes, em Porto Alegre.

 

São Leopoldo sedia o 9° Encontro Nacional da Rede de Trabalhadores (as) da Gerdau que ocorre nesta quarta e quinta-feira (4 e 5). A atividade acontece no hotel Suarez e tem como objetivos definir estratégia de adesão ao Protocolo Nacional e o plano de ação para os próximos 12 meses. Dirigentes sindicais que são trabalhadores da Gerdau das plantas de Sapucaia do Sul (RS), Charqueadas (RS), Ouro Branco (MG), Divinópolis (MG), Pindamonhangaba (SP), Sorocaba (SP), Garulhos (SP) e Pernambuco (RE) participam do Encontro.

 

Durante o dia, os metalúrgicos debateram a realidade (os pontos negativos e positivos) de cada planta da empresa. Após apresentarem os informes foi elaborado um quadro comparativo abordando produto fabricado, data base, terceirizados, número de sindicalizados, piso salarial, número de acidentes em 2017, negociação de PLR, regime de turno e diálogo com a empresa de cada uma das plantas.

 

O alto índice de acidentes de trabalho dentro da Gerdau chamou atenção. Esta ocorrência apareceu em todas as plantas e os diretores salientaram que o divulgado são apenas os números que se tem conhecimento, pois é prática da empresa maquiar essa realidade.

 

"Precisamos fazer o Acordo Nacional acontecer, é inadmissível essa realidade que mutila os trabalhadores por negligência da empresa. É urgente mudar essa realidade, a empresa só pensa no lucro", disse o coordenador Nacional da Rede pela CNM/CUT e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região, Anderson Macedo Gauer. De acordo com ele, em 2017 a Gerdau foi a siderúrgica que mais matou trabalhadores no mundo.

 

A data base, o piso salarial diferente, a alta rotatividade dos trabalhadores e a presença de terceirizados também foram apontados pelos dirigentes como um empecilho para unificar a luta.

 

O coordenador do Comitê Mundial dos Trabalhadores da Gerdau, Loricardo Oliveira destacou que as ações da empresa que visam apenas lucratividade. "Se uma planta não dá lucro, eles vão fechar a unidade".

 

Para o dirigente, a política da Gerdau, adotada na maioria das plantas, que não permite que os dirigentes liberados entrem na fábrica é um dos maiores desafios da Rede. "É dentro da fábrica que temos que fazer a disputa", concluiu.

 

Abertura

Antes do debate, na abertura do evento foi destacada a importância da Rede para unificar a luta dos trabalhadores da empresa, mesmo que a Gerdau não reconheça a Rede.

 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região, Valmir Lodi lembrou o primeiro encontro que se propôs pensar a organização nacional e internacional dos trabalhadores da Gerdau, realizado em 1994. "Fico muito feliz de estarmos reunidos aqui hoje, avançamos muito, mas temos desafios imensos pela frente", disse.

 

O Coordenador da Rede pela CNTM, Geraldo Francisco salientou a unidade da Rede neste momento "de conjuntura e realidade difícil para a classe trabalhadora uma realidade."

 

Já o presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Jairo Carneiro parabenizou a Rede e os comitês de trabalhadores. "Vocês fazem um trabalho fundamental e de grande importância que é buscar a organização no local do trabalho. Por isso, todos que estão aqui merecem parabéns, pois terão a oportunidade de debaterem temas centrais e que influenciam diretamente a vida dos trabalhadores", declarou Jairo que ao encerrar completou que "os sindicatos são o único instrumento que a classe trabalhadora tem para lutar por alguma melhoria".

 

Concluindo a abertura, o coordenador do comitê mundial dos trabalhadores da Gerdau, Loricardo Oliveira destacou que a Gerdau não reconhece a Rede. "A empresa busca enfraquecer a Rede, por isso não nós reconhece".

 

Para ele, este Encontro é muito importante pois olhará para um cenário bastante difícil. "Agradeço a todos que estão aqui para fazer esse debate."

 

 

Fonte: STIMMMESL

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