Plenária dos metalúrgicos da CUT reforça necessidade da unidade de classe

Plenária tem o objetivo de atualizar plano de lutas da categoria 

 

Teve início na manhã desta quarta-feira (28) a Plenária Estatutária da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), que reúne, em São Bernardo do Campo (SP), mais de 120 sindicalistas, representando trabalhadores do ramo de todo o país.

O tema da Plenária, que termina amanhã (29), é “Em defesa da democracia, nenhum direito a menos” e, ao longo dos dois dias, os participantes vão discutir a política industrial, fazer um balanço dos dois primeiros anos de mandato da atual direção da Confederação e atualizar o plano de lutas da entidade para os próximos anos.

Depois do ato de abertura e uma dinâmica de apresentação das bandeiras dos sindicatos filiados, teve início o primeiro painel, de análise da conjuntura nacional e internacional.

Falando sobre a conjuntura internacional, o secretário para a América Latina da IndustriALL Global Union, Marino Vani, destacou a escalada de ataques aos direitos trabalhistas e sindicais particularmente nos países do continente latino-americano e a crescente precarização das condições de trabalho com a globalização da produção das grandes indústrias transnacionais. “É preciso confrontar o capital global e fortalecer as organizações sindicais, globalizando nossas ações”, reforçou.

A IndustriALL é a federação internacional dos trabalhadores na indústria e representa mais de 50 milhões de operários, da base de 600 entidades sindicais em todo o mundo. O secretário geral da entidade, o brasileiro Valter Sanches, não pode comparecer à Plenária, mas enviou um vídeo saudando os participantes e destacando a necessidade dos trabalhadores brasileiros resistirem ao golpe contra seus direitos e a democracia.

 

Mesa de conjuntura internacional e nacional

 

O secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, ao avaliar a conjuntura nacional, lembrou do papel da mídia na sustentação do golpe. “Quem está pagando a conta da crise política e econômica são os trabalhadores, inclusive a conta da Lava Jato, com demissões e com a precarização das condições de trabalho”, afirmou, enfatizando a importância da mobilização desta sexta-feira (30) contra o desmonte dos direitos trabalhistas e por eleições diretas já.

Roni ressaltou ainda a importância da comunicação para o movimento sindical e citou experiências como a TVT (TV dos Trabalhadores), a Rede Brasil Atual e o jornal Brasil de Fato. “É preciso unidade colaborativa da nossa mídia e avançar a luta pela regulamentação dos meios de comunicação”, disse.

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, assinalou que o movimento sindical deve estar em estado de alerta permanente, porque a conjuntura brasileira está mudando a cada instante. “Temos que resistir à entrega de nossa soberania e à tentativa de acabar com nossos direitos. E também somos os responsáveis por resgatar o projeto de inclusão social que o país já viveu”, convocou.

Abertura
Na abertura da Plenária, Paulo Cayres e os presidentes de três federações estaduais, Luiz Carlos da Silva Dias (SP), Jairo Carneiro (RS) e Marco Antonio de Jesus (MG), assinalaram o momento difícil pelo qual o país passa e a necessidade dos metalúrgicos se unirem às demais categorias e aos movimentos sociais para barrar a investida em seus direitos.

A abertura da Plenária foi transmitida ao vivo no Facebook da CNM/CUT. Confira aqui

(Fonte: Solange do Espírito Santo, assessoria de imprensa da CNM/CUT)

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