A integração do rio São Francisco é obra dos Governos do PT

Foi com o Presidente Lula que a obra teve início em 2007 e foi com Dilma que os investimentos se intensificaram, faltando muito pouco para a sua conclusão quando a Presidenta foi afastada em maio de 2016.

O investimento em obras para garantir a convivência da população do semiárido com a seca é a realização de um sonho antigo, desde os tempos do Império, quando uma forte estiagem assolou o povo do Nordeste e motivou o primeiro projeto de transposição das águas do rio São Francisco, em 1847. Muitos anos se passaram, a seca prevaleceu inclemente, governantes se sucederam sem que o povo nordestino pudesse contar com as águas do Velho Chico para uma vida mais digna.

As bacias do rio São Francisco detêm 70% de toda a oferta de água da região, historicamente submetida a ciclos de seca rigorosa. Estudos indicaram que o Projeto de Integração do São Francisco representa a alternativa estrutural mais consistente para garantir o abastecimento de água na região, que concentra 28% da população brasileira e apenas 3% da disponibilidade de água do país.

Prioridade do Presidente Lula desde que assumiu em 2003, o Projeto constitui uma ação extraordinária para amenizar o sofrimento das populações mais castigadas e auxilia no desenvolvimento das regiões do semiárido.

Um empreendimento sólido e de vulto

O Projeto de Integração totaliza 477 quilômetros de extensão, distribuídos em dois eixos de transferência de água: Norte e Leste. Consolidam o projeto a construção de nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, quatro túneis, 13 aquedutos, nove subestações de energia e 270 quilômetros de linhas de transmissão de alta tensão. Essa infraestrutura abastecerá adutoras e ramais que irão perenizar rios e açudes para abastecer os municípios. Essa é a ideia da integração das bacias. Segundo dados obtidos no site do Ministério da Integração, em 30/01/2017, o orçamento total atualizado do projeto soma R$ 10,6 bilhões.

 

Um projeto marcado pela geração de emprego e inclusão social

Foi concebido para beneficiar 12 milhões de habitantes de 390 municípios em 4 estados – Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Em funcionamento pleno, pequenas e médias cidades do semiárido nordestino serão abastecidas pelo projeto, assim como grandes centros urbanos tais como Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Mossoró, Campina Grande, Caruaru e João Pessoa.

Somam-se aos beneficiados 294 comunidades rurais que vivem às margens dos canais, atendidas por sistemas de distribuição de água, realizados em parceria com os estados. Esses sistemas farão a captação do canal e levarão a água a 78 mil habitantes próximos aos eixos. Entre eles, encontram-se 12 comunidades quilombolas, 23 etnias indígenas e nove assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), nos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba.

Essa rede de infraestrutura é parte integrante dos 38 programas socioambientais previstos no projeto, assim como as Vilas Produtivas Rurais. Dilma e Lula destinaram mais de R$ 1 bilhão do orçamento do projeto para programas ambientais desenvolvidos especialmente para aprofundar estudos tanto da fauna e flora do bioma caatinga como aspectos socioeconômicos e arqueológicos da região.

 

Um olhar sobre a população afetada pela obra

Para atender especialmente famílias que vivem na faixa da obra, as Vilas Produtivas Rurais contam com casas de 99 m², postos de saúde, escolas, praças, quadras poliesportivas, campo de futebol, centro comunitário, além de rede de água, esgoto e energia elétrica. Além da infraestrutura, vale destacar os programas de capacitações e oficinas, com objetivo de garantir a reinserção e a organização socioeconômica das comunidades. Foram entregues 18 vilas para 848 famílias nos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba.

Em janeiro de 2017, segundo os dados publicados pelo Ministério da Integração, a água do 'Velho Chico' percorria mais de 157 quilômetros dos canais do Eixo Leste, assim como quatro estações de bombeamento já estavam em operação, entre os municípios pernambucanos de Floresta e Custódia, somando 95% executados e cerca de 6 mil trabalhadores contratados nesta etapa final do empreendimento, além de 2 mil máquinas em operação.

Em abril de 2016, a Presidenta Dilma deixou a obra com 86% realizados e havia mais de 10 mil trabalhadores nos canteiros.  Era o pico de obra.

 

Os investimentos de Lula e Dilma

Juntos, os governos do PT empenharam 92% e pagaram 87% da execução do projeto de integração do São Francisco, antes do Golpe de 2016.

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