Gerdau: morre trabalhador vítima de acidente no Rio de Janeiro

No início desta semana, a Rede Nacional dos Trabalhadores na Gerdau divulgou uma nota lamentando a morte de mais um trabalhador na empresa. O acidente com o operador técnico de aciaria Anderson Arantes Brandão aconteceu na planta no Rio de Janeiro (Consiga) no ínicio deste mês. Ele trabalhava na Gerdau já 11 anos. 

Em nota, a rede afirma que “é inadmissível que em pleno século XXI uma multinacional de origem brasileira permita a morte de tantos trabalhadores (as) no exercício do seu trabalho" 

De acordo com o secretário geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Loricardo de Oliveira, a CNM/CUT está na luta por um acordo nacional de segurança e saúde do trabalhador na multinacional. “Este acordo é para garantir condições de segurança no local de trabalho. Por isso, a importância de assinar o Acordo Marco Global (AMG). É fundamental que cada vez mais as empresas aceitem construir um acordo global, no qual se estabelecem padrões mínimos de condições e as relações de trabalho exigidos da Organização Internacional de Trabalho (OIT)”, disse Loricardo, que também é secretário geral da CNM/CUT.

Mortes
No dia 15 de agosto, uma explosão na Gerdau de Ouro Branco (MG) provocou a morte de quatro trabalhadores. Em menos de um ano, três acidentes aconteceram nesta planta e juntos provocaram dez mortes. Nos últimos 12 meses, onze trabalhadores morreram em plantas da Gerdau no Brasil, sendo 10 em Ouro Branco (MG) e uma no Rio de Janeiro.

A falta de segurança no trabalho na Usina da Gerdau e essa série de acidentes provocaram manifestações de solidariedade e de protesto contra o trabalho precário em várias unidades da empresa não apenas no Brasil, mas também na Colômbia, República Dominicana, Estados Unidos e Canadá (leia aqui).

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)

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