Falsa Abolição: 13 de Maio não é dia de comemorar
13 de Maio, dia da abolição da escravatura, é conhecido como o dia em que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que, em tese, concedeu a liberdade para os povos negros escravizados. Isabel tornou-se uma ‘’heroína branca’’ e o evento ficou conhecido como um ato de benevolência da filha de D.Pedro II.
Essa construção histórica de Isabel apaga toda a resistência,luta e história dos negros e negras escravizados. A abolição foi uma conquista dos próprios povos escravizados!

Não podemos comemorar o dia 13 de Maio, é um dia para nos lembrar que a luta não acabou. Nunca houve e nunca haverá abolição enquanto os trabalhadores e trabalhadoras forem escravos do capital. – Waladeir Edvan – Secretário da Igualdade Racial do SINDMETAL-PE
O Mito da Heroína Branca
O ato de Isabel assinar a Lei Áurea, não se tratou de um ato de bondade, foi um ato político. Economicamente falando, não era vantajoso para o capitalismo manter pessoas escravizadas, o sistema precisava de mão de obra barata e indivíduos consumidores.
Protagonizar Isabel apaga séculos de resistência e figuras importantes para o movimento negro como, Zumbi, Dandara dos Palmares, Luis Gama e outros(as) que foram protagonistas da luta pela libertação.

Ainda somos escravos e escravas?
A falsa abolição de 1888 deixou marcas que se refletem até hoje na exploração da força de trabalho, evidenciando que a liberdade formal não garantiu dignidade real. Um dos maiores símbolos dessa “escravidão moderna” é a persistência da escala 6×1, um regime exaustivo que consome a saúde física e mental do trabalhador, impossibilitando-o do convívio familiar e do descanso.
A abolição foi uma conquista da resistência negra, não um presente da elite. Seguimos em luta contra o racismo estrutural e a escravidão do capital que ainda oprime a nossa classe. – Abinadabe Santos, Presidente do SINDMETAL-PE
Lutar pelo fim dessa jornada abusiva é, fundamentalmente, dar continuidade à resistência iniciada nos quilombos, rompendo as correntes do capital para que nenhum metalúrgico(a) ou trabalhador(a) brasileiro(a) viva apenas para servir ao lucro alheio, salários e direitos iguais para todos e todas.
Só a luta constrói!
