Sexta queda na prévia da inflação

Os economistas do mercado financeiro reduziram pela sexta semana consecutiva a previsão para a inflação de 2018. No Relatório de Mercado Focus divulgado ontem pelo Banco Central (BC), a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano caiu de 3,70% para 3,67%. Há um mês, estava em 3,84%. Já a projeção para o índice em 2019 caiu de 4,24% para 4,20%, na segunda redução seguida. Quatro semanas atrás, ela estava em 4,25%.

Mesmo com as quedas seguidas, as projeções de mercado indicam que a expectativa é de que a inflação em 2018 fique dentro da meta, de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus seguiu em 3,67%. Para 2019, a estimativa do Top 5 caiu de 4,25% para 4%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,86% e 4,25%, respectivamente.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi na mesma tendência de queda ao passar de 4,02% para 3,98% de uma semana para outra – há um mês, estava em 4,03%. Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para março de 2018 caiu de 0,25% para 0,22%. Um mês antes, estava em 0,31%. 

O mercado financeiro reduziu ligeiramente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano oscilou ligeiramente, de 2,90% para 2,87% no relatório Focus. Há um mês, a perspectiva estava em 2,70%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00% pela sexta semana consecutiva. No relatório Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2018 subiu pela sétima semana seguida, de 3,90% para alta de 3,97%. Há um mês, estava em 3,50%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial avançou de 3,35% para 3,50% ante 3,08% de quatro semanas antes.

No Focus de ontem, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 caiu marginalmente, de 55,10% para 55%. Há um mês, estava em 55,50%. Para 2019, a expectativa recuoude 57,70% para 57,60%. (AE)

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